Fonte: Revista VEJA
Apesar do tempo decorrido desde a sua
publicação, essa reportagem, que foi capa da revista VEJA São Paulo, se
mantém atual por retratar, de maneira realista, a vida e morte de
centenas policiais militares que dão o seu bem mais precioso, a própria
vida, pela nossa sociedade e pelo nosso Brasil.
Eles puseram a vida em risco e morreram
patrulhando as ruas de São Paulo. Para suas famílias, o desafio é
descobrir como seguir em frente.
Armados com metralhadoras e fuzis,
quinze integrantes de uma quadrilha roubaram um banco em Guarulhos às 14
horas do último dia 7. Uma troca de tiros começou na saída da agência e
os bandidos escaparam em cinco carros, dando início a uma perseguição
cinematográfica que envolveu dezenas de viaturas policiais. Os fugitivos
seguiram em direção à Zona Norte da capital e, em questão de minutos,
chegaram às ruas do Tremembé, bairro monitorado pelo soldado Ailton
Tadeu Lamas havia 22 anos. Durante o cerco, ele encontrou dois bandidos
que tentavam invadir uma casa e houve confronto. Lamas feriu um deles,
mas acabou atingido por disparos de AR-15 e morreu ao chegar ao Hospital
da Polícia Militar, no Tucuruvi. Vinte e quatro horas depois, três
salvas de sete tiros de festim iniciaram a cerimônia no mausoléu Os
Heróis da Polícia Militar, no Cemitério do Araçá. Após o discurso do
comandante do 43º Batalhão da PM (a unidade de Lamas), veio a bênção do
capelão da corporação. Até então estendida sobre o caixão, a bandeira do
Brasil foi dobrada e entregue pelo secretário da Segurança Pública,
Ronaldo Marzagão, a Eliane Soares Lamas, mulher do soldado. No instante
seguinte, o clarim soou o toque de silêncio. Lamas foi o 272º homem
enterrado com honras militares no mausoléu, criado em 1969 em homenagem
aos policiais mortos em serviço. As perdas contabilizadas, no entanto,
são maiores, já que algumas famílias de PMs dispensam as honrarias e
optam por funerais restritos aos parentes e amigos.
Por Lamas ser uma figura popular entre
os 22 000 policiais militares em atividade na capital (são 93 000 no
estado), sua morte chocou os colegas. Conhecido como o "parteiro da PM",
chegou a ser homenageado por ter ajudado no nascimento de catorze
bebês. No mês passado, auxiliou o parto da menina Ana Carolina, a 15ª
criança, em uma casa humilde no Tremembé. "Ele dizia estar preparado
para dar a vida pelo seu trabalho", lembra a viúva, Eliane, mãe de
Átilas, de 20 anos, e Aline, de 13. Apesar de poder contar com pensão
vitalícia de 1 600 reais, correspondente ao salário integral de Lamas, a
dona-de-casa vai ter seu orçamento reduzido, já que o soldado
complementava a renda familiar como segurança na farmácia do bairro -
estima-se que metade dos PMs da cidade faça bicos.
Mesmo com os baixos rendimentos (o piso
salarial de um soldado em início de carreira é de 1 240 reais, sem
contar os adicionais) e a árdua rotina, os homens e as mulheres de farda
se colocam diariamente na linha de fogo entre a sociedade e os
criminosos. A possibilidade de um enfrentamento nas ruas é grande e
desperta apreensão. Apenas neste ano, 153 policiais saíram feridos antes
do encerramento do expediente. Para a família dos policiais mortos há
uma indenização de 100 000 reais, independentemente da patente. É comum
os que sofrem algum tipo de lesão após uma ocorrência também
reivindicarem indenizações. Das 102 concedidas desde o início do ano, um
gasto de 2,6 milhões de reais para os cofres do governo, 89
beneficiaram profissionais feridos. "A seguradora calcula o valor a ser
pago de acordo com a gravidade da lesão apresentada no laudo médico",
explica o capitão Cássio Roberto Ferraz, do Centro de Assistência Social
e Jurídica da Polícia Militar.
O pagamento das indenizações por morte,
de acordo com a PM, é efetuado em três meses. O comerciante Eliel Alves
da Silva, de 22 anos, filho da soldado Ana Helena Bueno de Paula, do
Comando de Policiamento Rodoviário, esperou bem mais. Sua mãe morreu em
janeiro na Rodovia Anchieta durante uma ronda. A motocicleta da
ex-integrante do Batalhão de Choque foi atingida por uma carreta que
descia a serra. Sem dinheiro para pagar a faculdade de publicidade, ele
abandonou os estudos. Recém-inaugurou uma lanchonete no Tatuapé com os
50 000 reais recebidos de indenização (a outra metade foi para sua irmã
mais velha). "Fiquei completamente perdido com a ausência da minha mãe",
diz ele. "Agora espero ganhar dinheiro suficiente para voltar a pagar
minha faculdade e retomar a minha vida."
Além de terem de lidar com o sofrimento
da perda dos entes queridos, os familiares precisam administrar essas
questões burocráticas. O soldado Leandro Martins de Matos, do 25º
Batalhão, em Itapecerica da Serra, ajudava nas contas de casa. Com três
anos de polícia, o rapaz morava com a mãe, Maria Divina Batista, em
Gua-rapiranga. "Quando vi uma viatura parar na frente da minha casa,
entrei em choque", recorda ela. Naquela manhã de domingo, em maio do ano
passado, Divina soube que o filho fora baleado ao intervir em uma briga
durante um rodeio realizado na região de seu batalhão. Sete meses após a
morte do soldado, ela recebeu os tais 100 000 reais. Para ter garantida
a pensão, precisaria comprovar que era dependente do filho. "Não há uma
declaração provando que o Leandro pagava as despesas da casa porque ele
não planejava morrer", reclama ela, que tem crises diárias de choro.
"Não desejo essa dor nem para a mãe do assassino do meu filho."
O sargento Marcos Rodrigues Ruiz
enfrenta o mesmo vazio. Tenta se adaptar à ausência do filho de criação
Edson Francisco de Lima Júnior, soldado do 22º Batalhão da PM, morto aos
22 anos após uma troca de tiros dentro de uma favela no Jardim Miriam,
em julho. Estava ali numa blitz para identificar traficantes de drogas
quando sua equipe foi atacada pelos bandidos. Lima Júnior levou dois
tiros, um no pescoço e outro na perna direita. O soldado ficou em coma
por vinte dias, mas não resistiu. Emocionado, Ruiz conta que chegou a
sugerir ao filho que entrasse para o Corpo Musical da Polícia Militar,
já que desde cedo ensinou trompete ao garoto. Não convenceu. "Imagine
que o sonho dele era ser policial da Rota."
O soldado Ricardo Vinicius Bueno
Martins, do 11º Batalhão da PM, também tinha outra aptidão, mas preferiu
seguir carreira militar. Era um talentoso jogador de rúgbi. Chegou a
disputar partidas pela Seleção Brasileira Juvenil da modalidade. Em maio
do ano passado, quando ia para a residência dos pais, levou um tiro na
cabeça ao tentar interromper um assalto na Praça da Sé - também é
considerado morte em serviço quando o policial está indo ou voltando
para casa. Tinha 25 anos. "Estávamos sempre juntos, dentro e fora de
campo", diz o irmão Fernando, um ano mais novo. Na cerimônia no
Cemitério do Araçá, a família distribuiu aos amigos um folheto com
trechos de uma oração conhecida entre os patrulheiros da PM:
"Dai-me,
Senhor, tua graça para que eu possa honrar minha farda e renovar
diariamente perante Vós o juramento de defender a sociedade, mesmo com o
sacrifício da própria vida".
Quatro tiros de fuzil no policial parteiro
Era noite do dia 4 de outubro. Ao parar
em frente à residência na Rua Bitencourt da Silva, no Tremembé, o
soldado Ailton Tadeu Lamas desceu apressado da viatura com sua maleta de
primeiros socorros. Deitada na cama, a dona de casa Laudicéia Santos já
ouvia o choro de sua filha Ana Carolina, que acabara de nascer. Lamas
chegou a tempo de cortar o cordão umbilical e embalar a pequena em um
lençol branco. "Ele levou a menina rapidamente para o Hospital do
Mandaqui", lembra a mãe. Emocionado, o soldado comemorou em casa com a
mulher, Eliane, a participação no 15º parto em 22 anos de carreira na
Polícia Militar. "Ele preferia sempre trabalhar na rua e gostava de
conversar com as pessoas", conta Eliane. Um mês depois do nascimento de
Ana Carolina, outra ocorrência, também no Tremembé, despertou-lhe
preocupação. Pelo rádio, soube que uma quadrilha havia roubado um banco
em Guarulhos e seguia para a Zona Norte. Ao chegar à Rua Alberto
Pierrotti, encontrou dois integrantes do bando invadindo uma casa. Ele e
seu parceiro trocaram tiros com os bandidos. Um foi atingido e o outro
reagiu com disparos de fuzil AR-15. Lamas tomou quatro tiros, um deles
no tórax. Foi socorrido, mas morreu ao chegar ao Hospital da Polícia
Militar.
Separados por tragédia na Rodovia Anchieta
Ana Helena Bueno de Paula gostava de
dirigir. Em vinte anos de carreira na Polícia Militar, recebeu elogios
pela perícia sobre duas ou quatro rodas. Conduziu viaturas quando esteve
no Batalhão de Choque e, desde 2004, circulava nas motocicletas do
Comando de Policiamento Rodoviário monitorando o trânsito nas estradas.
Em janeiro, ela descia a pista sul da Anchieta quando foi atingida por
uma carreta. Morreu na hora. "Soube por telefone do acidente ocorrido
com minha mãe", lembra Eliel Alves da Silva, que passava férias em
Peruíbe, no Litoral Sul. Ao voltar a São Paulo, ele encontrou o trânsito
parado na Anchieta. "Ali tive um pressentimento ruim", conta Silva. O
rapaz de 22 anos aprendeu a gostar de motos com a mãe. "Nós sempre
andávamos juntos." Com a ausência de Ana Helena, ele deixou a casa
alugada onde moravam e abandonou o curso de publicidade por falta de
dinheiro. Só agora está conseguindo se recuperar. Usou metade da
indenização de 100 000 reais recebida oito meses depois da morte de Ana
Helena para montar uma lanchonete no Tatuapé. A outra parte ficou com a
irmã, já casada, que vive fora do Brasil. "Espero ganhar dinheiro para
voltar a es-tudar." Por ser maior de 21 anos, ele não tem direito a
pensão.
Orquestra da PM? Não, ele queria a Rota
Há quatro meses, o trompete do sargento
Marcos Rodrigues Ruiz está guardado. Com os olhos marejados, ele conta
que ensinou seu filho de criação, ainda menino, a tirar as primeiras
notas no instrumento. Após alguns anos, Edson Francisco de Lima Júnior
montou uma banda e fez shows na noite paulistana até decidir ser
policial. Em julho, já como soldado do 22º Batalhão da PM, na Zona Sul, o
rapaz de 22 anos foi atingido em uma troca de tiros no Jardim Miriam.
Numa blitz para prender traficantes, ele foi atacado por bandidos no
acesso a uma favela. Lima Júnior levou dois tiros, um no pescoço e outro
na perna direita. "Ele chegou consciente ao hospital, mas a situação
foi se agravando", afirma Ruiz. O soldado morreu depois de vinte dias em
coma. Apesar da perda, o pai reconhece que o filho estava feliz por ter
a oportunidade de patrulhar as ruas. "Cheguei a sugerir que ele
entrasse para o Corpo Musical da Polícia Militar", diz. "Só que o sonho
dele era ser policial da Rota."
Crises diárias de choro
Quando viu a viatura parar em frente à
sua residência, naquele domingo de maio, em 2007, a dona-de-casa Maria
Divina Batista ficou em estado de choque. "Comecei a gritar antes mesmo
de ouvir o que o oficial tinha a dizer", conta. O militar perguntou se
ela era a mãe do soldado Leandro Martins de Matos e informou que o rapaz
fora baleado em uma operação. "Senti naquele momento que meu filho
estava morto." Chegando ao hospital, recebeu a confirmação do médico e
pediu para ver o corpo. "Ao fazer um carinho em sua cabeça, descobri o
ferimento", lembra, com lágrimas nos olhos. "Não consigo esquecer essa
imagem." Martins, que estava na polícia havia três anos, foi baleado com
um tiro na nuca ao intervir em uma briga entre os freqüentadores de um
rodeio no município de Itapecerica da Serra, região do 25º Batalhão. O
rapaz, de 22 anos, morava com a mãe e dois irmãos em Guarapiranga, na
Zona Sul. Maria Divina entrou em depressão e passou a ter crises diárias
de choro. "Não desejo essa dor nem para a mãe do assassino do meu
filho."
Tiro na cabeça ao tentar impedir assalto
Em São Paulo, Ricardo Vinicius Bueno
Martins trabalhava como soldado no 11º Batalhão, no Centro. Nos dias de
folga, costumava voltar a São José dos Campos para assumir o posto na
equipe de rúgbi da cidade, ao lado de seus colegas de infância. Com
alguns deles, Martins jogou inclusive na seleção brasileira juvenil da
modalidade. Ele começou a praticar o esporte em 1997 e acabou levando ao
campo o irmão Fernando, companheiro em muitos jogos pela equipe de São
José. Em 26 de maio do ano passado, Martins saiu do batalhão logo pela
manhã planejando ir à rodoviária do Tietê. Pretendia pegar um ônibus
para chegar ao jogo marcado no período da tarde. Na Praça da Sé, a
poucos metros da estação do metrô, ele presenciou um assalto a uma
lanchonete. Deu voz de prisão ao ladrão, que reagiu sacando a arma.
Martins atirou antes e acertou o bandido. Porém, outro assaltante surgiu
por trás e fez um disparo, atingindo o policial na lateral do colete à
prova de balas. Ao cair ajoelhado, Martins recebeu um tiro na cabeça. No
hospital, ele ainda resistiu em coma por onze dias. A bandeira entregue
à mãe no mausoléu da PM passou para as mãos do irmão Fernando. "Neste
ano fui campeão sul-americano jogando pela seleção brasileira e a
bandeira hasteada na hora do hino foi a dele."
Dezesseis concursos até entrar na PM
Marcos Marcelino de Oliveira era
persistente. Queria ser policial, mas tinha dificuldade de conseguir
aprovação nos exames de admissão. "Ele chegou a fazer dezesseis vezes a
prova, até passar", conta a vendedora de carros Ângela Araújo Marcelino.
Nos fins de semana, Oliveira costumava cuidar dos três filhos (o mais
velho, de 8 anos) enquanto a mulher realizava os plantões de venda na
concessionária de veículos. "As crianças sentem muito a falta do pai."
Quando finalmente foi aprovado no concurso, em fevereiro de 2006, com
direito a festa organizada por Ângela, assumiu o posto de soldado no 5º
Batalhão da PM, no Parque Novo Mundo. Permaneceu ali até a sexta-feira
18 de julho. Durante a madrugada, a patrulha de Oliveira identificou um
veículo suspeito na Rua Alfredo Borges Teixeira, no Jardim Guancã, na
Zona Norte. O soldado decidiu revistar um homem parado na rua, ao lado
do carro, mas não encontrou nada errado. Instantes depois, dois
comparsas abriram a porta e saíram atirando. Oliveira foi atingido por
quatro disparos de fuzil, um deles no abdômen, e morreu no local. Seu
parceiro na viatura conseguiu escapar.
"Sempre me lembro do meu pai como um herói"
Desde pequena, um dos passeios favoritos
de Laura de Lima Neves era visitar o quartel do Corpo de Bombeiros ao
lado do pai, o sargento Luiz Marcelo da Silva Neves. "Adorava ir às
festas e brincar dentro dos carros", conta. No dia 12 de junho de 2003, a
menina viu o veículo vermelho parar na frente de casa. Por um instante,
Isabel Cristina, mãe de Laura, pensou que o marido havia chegado para
fazer uma rápida visita durante o expediente. Ao atender a campainha,
ouviu de um outro bombeiro a notícia do acidente com Neves. "Se um
policial bate à sua porta, algo grave aconteceu", diz Isabel Cristina.
Horas antes, houve um incêndio em uma fábrica desativada e, durante o
combate ao fogo dentro da instalação, o sargento caiu no fosso do
elevador e morreu no local. Na semana passada, Laura voltou ao 1º
Grupamento do Corpo de Bombeiros, no Cambuci, e posou para a foto diante
do caminhão batizado em homenagem a seu pai.
Por Fabio Brisolla.
Veja São Paulo – Opinião - Cartas
"Li, emocionado, as histórias desses bravos brasileiros que morreram, muitas vezes jovens, no cumprimento do trabalho. Todos devemos o nosso respeito, admiração e gratidão aos heróis que deram a vida em serviço."
Rogério Amorim Maia
A Polícia Militar paulista é uma
corporação honrada e merecedora de homenagens como a da matéria "Mortos a
serviço da lei". Ainda que alguns maus policiais denigram a imagem da
tropa, existem muitos outros que amam sua farda e a honram com o próprio
sangue.
José Fernando Marzullo
José Fernando Marzullo
Entre os que tombaram em serviço, arriscando-se em nome da lei, está Maurício Martins, conhecido entre os amigos do rúgbi como Cabelo. Ele era jogador do São José e também do Rugby XI, equipe da Faculdade de Direito da USP. Dedicado, comprometido, rígido em seus valores e de um espírito de equipe raro, Cabelo era um amigo daqueles com quem se pode contar a qualquer momento. Sua morte foi, para nós, um daqueles tristes momentos em que vemos os bons valores e a vida ceder à violência, à estupidez e à insensatez.
Ver a foto do seu irmão Fernando, o nosso Pelo, com a bandeira do Brasil trouxe a sensação de que esses heróis deram a vida para que nós, que ficamos, lutemos por uma sociedade melhor.
Werner Grau, Em nome do Rugby XI
Quero parabenizar e elogiar a revista Veja São Paulo pela reportagem em reconhecimento ao nobre trabalho da Polícia Militar de São Paulo. Não sou policial, mas admiro a atuação da PM na sua difícil missão pela preservação da ordem e da segurança dos cidadãos da cidade. É muito fácil criticar o trabalho da corporação sem estar na linha de frente do combate ao crime e muitas vezes em desigualdade de aparelhamento com os criminosos.
André Levi de Melo
Linda, emocionante e merecida a reportagem sobre a Polícia Militar. Nós, os familiares - sou casada com um policial civil -, vivemos diariamente a insegurança de perder quem amamos no cumprimento da função. Na sua grande maioria, eles são apaixonados pela profissão e dão a vida para ajudar os outros, seja prevenindo, seja combatendo ou investigando crimes. Acalmar o coração de alguém que perdeu um oficial não é fácil. Mas saber que essa escolha o fazia feliz é um alento.
Célia Grilli Barral
Nós, servidores públicos, em geral só somos lembrados negativamente. Essa reportagem resgata um pouco a dignidade do ser humano que faz ficar de pé a farda da Polícia Militar.
Jorge Pereira da Silva
Cada um dos milhões de leitores que leram à matéria pode imaginar o drama por que passa uma família destruída, inesperadamente, com a morte de um ente querido. É difícil juntar os pedaços. Essa reportagem anima e fortalece aqueles que estão vivos no combate ao crime e homenageia dignamente as famílias feridas.
Luiz Carlos Nogueira
Agradeço à revista pela matéria. Embora muito triste e comovente, ela retrata os verdadeiros heróis de nossa sociedade, que sacrificam a vida diuturnamente em defesa da comunidade e muitas vezes não têm o merecido reconhecimento. Que Deus ilumine todas essas famílias citadas na reportagem e outras de policiais e bombeiros que também tombaram no cumprimento do dever.
Marcelo Nemr Antar
Primeiro-tenente da PM
Na condição de PM aposentado, não tive conhecimento, em meus trinta anos de serviço e quase cinco de reserva, de uma reportagem sobre o assunto tão oportuna como essa. Para que chegasse à perfeição, só faltou citar a morte em serviço de alguns oficiais. Caso do capitão Bentes, excepcional pessoa e profissional, vitimado na mesma ocorrência do ilustre sargento Luiz Marcelo da Silva Neves. Ambos foram mortos no incêndio de uma fábrica abandonada.
Benedito Donizeti Marques
Tenente-coronel da reserva da PM
É com efusividade que quero cumprimentar toda a equipe da revista por
retratar, de forma fidedigna, a atual realidade de nossa corporação. É
preciso, sempre, valorizar esse ser humano e sua família, que se
preocupa quando ele sai para trabalhar e sofre quando ele vem a faltar.
Valorizar o policial é valorizar a população, que merece estar sempre
segura e com ótima qualidade de vida.
Luiz Carlos dos Santos
Coronel da PM e presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar (AOPM)
Luiz Carlos dos Santos
Coronel da PM e presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar (AOPM)
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