sábado, 12 de abril de 2014

Do coração de cada homem para o coração de cada mulher

Fonte: Modéstia Masculina

Minha querida,

Misterioso. Misterioso é o meu amor por você. De onde veio? Como ele surgiu? De onde ele recebe esse poder que tem sobre mim? Eu não posso explicar, eu não o esperava, e ele não vem de mim. Meu amor por você causa tantas coisas em mim. Ele me causa confusão e dor, e me causa alegria eufórica e paz profunda, porém o mais importante, ele faz surgir a minha mais profunda admiração e respeito.

Como é apropriado que meu amor por você exija tal caráter, porque assim ele se assemelha mais a você. Deus achou por bem entregar a profundidade do seu mistério aos meus cuidados; para protegê-lo e reverenciá-lo. Eu não posso explicar porquê, eu não mereci ganhar tal presente, eu sou um receptáculo tão pobre para uma graça tão profunda. Mas, mesmo assim, aqui está você, osso dos meus ossos, carne da minha carne, diante de mim tão completamente diferente, mas tão completamente presente para mim. Tal jardim, confiado aos meus cuidados, me inspira e me incentiva. Eu quero viver para você, eu quero lutar por você, e eu quero morrer por você.

Você é linda. Você é a melhor idéia que Deus teve, e a coroa de sua criação. E em Sua sabedoria, ele me deu o dom de ser capaz de reconhecer a sua beleza, de glorificá-Lo em sua beleza, e de desejá-la para que eu possa lhe fazer reverência. Ele fez você tão desejável para mim, e me deu o dom do desejo. Ele lhe fez infinitamente amável, e me inspirou amor por você.



Entretanto, eu sou fraco. Acho difícil amar do jeito que eu desejo lhe amar: com o dom de mim mesmo com a qual fui chamado a lhe amar quando você me foi entregue. Eu estava intoxicado por um veneno. Este veneno distorce o que é bom em mim. Faz daquilo que eu mais desejo a própria coisa que eu acho tão difícil. A distorção deste veneno às vezes me faz esquecer o meu desejo de lhe amar, e então penso apenas em mim mesmo. Eu tentei tudo que conheço para superar essa doença que reside no meu coração, mas toda a força que me resta não foi suficiente para me levar à saúde.

Eu preciso de você. Porque Deus me deu a responsabilidade de cuidar de você, assim como Ele lhe deu a responsabilidade de cuidar de mim. Por favor, entenda que, no fundo do meu coração, tenho o desejo de honrar sua beleza. Mas entenda também a ferida no meu coração. Eu quero amá-la com pureza; eu quero aproximar-me de você com reverência. E eu preciso de sua ajuda. Ao respeitar minha fraqueza, você me faz forte para lhe amar. Ajude-me, protegendo o seu mistério. Não revele a sua beleza para mim à toa. Deixe-me buscá-la. Deixe-me desejá-la. Deixe-me ver o mistério do seu coração através do que eu não vejo de seu corpo.

Através de sua modéstia você me respeita e permite o meu presente de puro desejo; o meu dom de lutar por seu amor. Então eu sou capaz de respeitar e deleitar-me com o dom de sua beleza, de seu mistério. Uma mulher imodesta é como palha de fogo que proporciona muita emoção e atrai muita atenção por um breve momento. Mas uma mulher verdadeiramente modesta é como uma vela que, ao queimar, fornece uma luz e uma alegria que permanece. Seja a luz da minha vida e da alegria do meu coração.

Seu, no amor,

O Homem do Seu Coração

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Richard Budd graduou-se no Magdalen College em 2003 com um BA em Artes e obteve o Diploma Catequético Apostólico. De 2003 a 2005 lecionou a estudantes do ensino médio e fundamental em St. Thomas More Academy, uma pequena escola católica em Burton, MI. Ele vem estudando desde então no Seminário Maior do Sagrado Coração, em Detroit, MI e receberá um mestrado do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, em maio de 2010. Ele vive em Washington, D.C.
Fonte: blog Vida e Castidade

Programa “Esquenta!” quer atacar conceito de família tradicional

Por: Rodrigo Constantino
Fonte: Blog - Veja

O programa “Esquenta!”, com a apresentadora Regina Casé, costuma glamourizar a vida na periferia e nas favelas, como se fosse uma maravilha morar nesses lugares, além de apelar para forte sensacionalismo. Certa vez um “pobre” rapaz, ex-traficante arrependido, contava que tinha entrado no crime porque o vizinho tinha a geladeira repleta de iogurtes, e ele não (tadinho). Vitimização e relativismo moral? Você encontra por lá certamente.
Agora o programa vai entrar em sua quarta temporada. Qual o tema de abertura? Um ataque ao conceito de família tradicional, essa coisa de burgueses reacionários que ainda acreditam em papai e mamãe com seus filhinhos. Quem diz é o próprio criador, Hermano Vianna, em sua coluna de hoje no GLOBO.
O antropólogo cita a enquete feita pela Câmara dos Deputados com a seguinte pergunta: “Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?” Em seguida, menciona que foram mais de 700 mil votos, o que demonstra o claro interesse da população no assunto. Só não diz qual o resultado até agora. Vejam:
Enquete Familia
Ou seja, até agora, quase 60% dos que votaram concordam que família é formada pela união entre homem e mulher. Mas se depender do antropólogo, isso será coisa do passado, defendida apenas por reacionários incapazes de enxergar a luz da vanguarda:
O projeto do Estatuto não inova: essa definição já está na Constituição, inclusive com sua extensão para “comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. São apenas esses os tipos de família que temos no Brasil? O “Esquenta!” oferece seu auditório para ajudar o país na busca pelas melhores respostas.
Sabemos quais são as “melhores respostas” pela ótica do programa. Família é qualquer coisa que os “progressistas” digam que é família. Família é tudo, ou seja, nada. E viva o “poliamor”, ao som do funk da periferia, porque num mundo em que Valesca Popozuda já virou uma importante filósofa contemporânea, realmente vale tudo!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal do Senhor: Festa pagã?

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz.(Is 9,1-5)

Tendo em vista a proximidade do Natal, o nosso coração bate com mais entusiasmo e alegria. Não só pelo fato de, neste tempo, a humanidade se confraternizar, as famílias se reunirem, as empresas celebrarem vendas ou aumentar a caridade fraterna. Mas, sobretudo, por um acontecimento especial: “um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; [...] e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”.
Contudo, é de se perguntar: O Natal é uma Festa Pagã? A Igreja Católica paganizou a fé cristã introduzindo uma festa dedicada inicialmente ao Deus Sol ‘Invicto’? A julgar por uma teoria protestante sim. Mesmo contra todos os indícios históricos e sem demonstrar nenhuma prova cabal, nem muito menos nenhum argumento verossímil.
Citando a Enciclopédia Católica (edição 1911), afirmam os protestantes que: “a festa de Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja. Os primeiros indícios são provenientes do Egito. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia que nasceram neste mundo”.
A julgar pelo que diz as escrituras que, segundo reconhecem os próprios protestantes, é a palavra de Deus, não é verdade a colocação de que só os pecadores celebravam o dia de nascimento. O Profeta Isaías nos demonstra exatamente o contrário quando revela-nos que o povo que andava nas trevas viu uma grande luz; e que essa luz é motivo de “grande regozijo e imensa alegria”, por isso rejubilam-se como “na alegria da colheita” e na “partilha dos despojos”.
Tendo em vista o semitismo típico do Antigo Testamento, todo leitor da Bíblia – e acredito que os protestantes o são – sabe perfeitamente que a “alegria da colheita” e a “partilha dos despojos” de uma guerra eram celebradas com festas públicas e públicas manifestações de alegria.

O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).(Lc 2,10-14)

É verdade que a celebração do Natal do Senhor não se deu, desde o início, no dia 25 de Dezembro, nem tampouco de maneira uniforme no oriente quanto no ocidente. Contudo, também não é verdade que quem instituiu essa festa foi o Imperador Constantino, mandando celebrar o Natal do Senhor nesse dia, mantendo um “espírito pagão”.
O que existe de concreto é que já por volta do ano 200, em torno de 130 anos antes de Constantino, Clemente de Alexandria afirmava que os teólogos egípcios não guardavam nenhum dia do ano, a não ser o natalício do Senhor (Stromata). A mesma Enciclopédia Católica citada pelos evangélicos revela que escritos datados de 243 d.C. mencionam a celebração do Natal, com data de 28 de Março, dia em que se acreditava que Deus havia criado o sol (ponto bastante relevante).
O certo é que os Cristãos sempre tentaram precisar a verdadeira data do nascimento de Cristo, e muito antes da conversão de Constantino ao Cristianismo. As provas indicam que a atribuição da data 25 de dezembro foi uma consequência das tentativas de se determinar quando deveriam celebrar sua morte e ressurreição.
Descobertas recentes baseadas nos escritos essênios encontrados em Qumran, que não podem sofrer nenhum tipo de suspeita de defesa da fé católica, tendo em vista que foram pronunciadas pelo Professor Talmon, docente judeu da Universidade Hebraica de Jerusalém, aproximam o nascimento de Jesus do dia 25 de dezembro.
A questão pode ser simplificada assim: Isabel era estéril, e não podia dar um filho a Zacarias, seu esposo e que pertencia à casta sacerdotal de Abias, servindo no templo de Jerusalém. “Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel.” (Lc 1,5)
A casta sacerdotal no antigo Israel estava dividida em número de 24 classes, as quais alternavam-se no serviço litúrgico no templo por uma semana, duas vezes ao ano. Eles prestavam seus serviços seguindo “rigorosamente” uma ordem (escala) pré-definida e imutável. Sendo que a classe de Abias era a oitava na sequência dos turnos.
Com precisão o Professor Shemarjahu Talmon identificou a ordem cronológica que se sucediam as 24 classes sacerdotais. A Classe de Abias prestava duas vezes serviço no templo, e uma dessas vezes era na última semana de Setembro. Portanto, é verossímil afirmar que o Anúncio do Anjo do Senhor para anunciar a Gravidez de Isabel se deu entre 23 e 25 de setembro, já que, de acordo com a narrativa de São Lucas 1,8 Zacarias encontrava-se “exercendo diante de Deus as funções de Sacerdote”.
São Lucas 1,26 afirma que, no sexto mês da gravidez de Isabel, o que levaria ao dia 25 de Março – celebrado quase universalmente pelos cristãos do mundo como dia da Anunciação - o anjo visitou Maria Santíssima e anunciou que conceberia o filho de Deus. Caminhando mais três meses temos o nascimento de João Batista. Adiantando-se mais seis meses, portanto, 25 de Dezembro, temos o nascimento de Jesus Cristo.
Encerra-se, portanto, qualquer vestígio de paganização do cristianismo. Pelo contrário, sem sombra de dúvidas, o que aconteceu sempre no mundo helênico vivido pelos primeiros cristãos foi a CRISTIANIZAÇÃO do paganismo. Com todos esses dados, só resta-nos agradecer ao Senhor e se alegrar, pois o “Príncipe da Paz” nos será dado.
 
Autor Petterson Dantas

Intolerância Religiosa: "Ativista do Femen simula aborto em igreja de Paris"

Mulher também urinou em frente ao altar da igreja da La Madeleine.

Ela deixou a igreja sem pronunciar uma única palavra.

Um membro do grupo feminista ucraniano Femen protesta em igreja de Paris, contra a posição da Igreja Católica sobre o aborto (Foto: Thomas Samson/AFP) 
Um membro do grupo feminista ucraniano Femen protesta em igreja de Paris, contra a posição da Igreja Católica sobre o aborto (Foto: Thomas Samson/AFP)

Uma ativista que disse pertencer ao grupo feminista Femen simulou nesta sexta-feira um aborto antes de urinar em frente ao altar da igreja da La Madeleine em Paris, indicaram fontes concordantes, no dia seguinte a uma ação parecida na Praça São Pedro.
A ativista, com os seios expostos, se dirigiu para o altar na manhã desta sexta-feira no momento que cerca de dez integrantes de um coral ensaiavam.
Segundo o padre, a jovem depositou um pedaço de fígado de boi representando um feto antes de urinar nas escadas do altar.
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Ela deixou a igreja sem pronunciar uma única palavra.
Segundo um fotógrafo da AFP, as palavras "344 cadelas" estavam escritas em sua barriga, em referência ao manifesto das 343 mulheres que assinaram na França um pedido pela descriminalização do aborto e pela legalização da interrupção voluntária da gravidez em abril de 1971.
Em suas costas estava escrito 'Christmas is aborted' (O Natal está abortado).
Uma investigação policial foi iniciada depois que o padre apresentou uma queixa contra a ativista.
Na quinta-feira, uma ucraniana do Femen tirou sua camisa na Praça São Pedro, no Vaticano, para protestar contra a condenação do aborto pela Igreja Católica.
"Christmas is canceled, Jesus is aborted" ('O Natal está cancelado, Jesus foi abortado', teria gritado ele várias vezes, com os seios à mostra exibindo a mesma frase pintada com letras coloridas.

Fonte: G1

O Príncipe da Paz

Por Plínio Corrêa de Oliveira

O Mundo Católico, e com ele, todos os povos da terra voltam-se no dia 25 de dezembro para a manjedoura de Belém, a fim de adorar, cheio de fé, o Menino que aí repousa, ou admirar um acontecimento cuja explicação em vão se procura nas leis que regem os acontecimentos humanos.
Na época em que vivemos, de ruínas materiais e catástrofes morais, o Natal surge como um ponto luminoso de esperança entre as nações que correm, tateando, inseguras, em busca de uma ordem que lhes assegure um bem-estar ainda não encontrado.
Mas, infelizmente para a maioria dos povos, o Natal não passa de um desses símbolos que exaltam as energias momentaneamente, sem lhes incutir vigor novo e duradouro!
Querem a paz, a concórdia, a felicidade, mas desejam que tudo isso lhes caia do céu, ou brote da terra, sem a menor colaboração própria. O Menino Deus há de necessariamente dar-lhes todo o bem, não tanto pela reimplantação de uma civilização baseada nos princípios que Ele veio trazer à terra, como por um encantamento que uniria inexplicavelmente todos os corações.
Esse Menino que adoramos reverentes e causa a admiração misteriosa aos que não O conhecem senão de nome, é, sim, o "Príncipe da Paz" (Is. 9, 6), que trouxe à terra, na suavidade de Sua pessoa, todo o bem, todo o amor capaz de tornar felizes o universo inteiro e mil mundos, caso existissem!
Mas essa Paz se condiciona a uma só coisa: os homens e as nações devem se submeter a Sua Lei, a Seu Evangelho.
Eis a Paz que o Senhor Menino veio trazer à terra. Paz para cuja implantação devem colaborar todos -- nações e indivíduos -- com sua docilidade à Lei Divina. Só estes -- os homens de real boa vontade -- gozarão da Paz que o Natal trouxe aos homens na terra. Fora disso, toda admiração pelo Menino Deus não passa de uma impiedade mais ou menos consciente, mais ou menos inconsciente. E para os ímpios não há paz.
*   *   *
Oxalá as desgraças que os anos acumulam sobre povos e nações os convertam para o Deus único e verdadeiro e a unidade da Fé torne perene realidade as alegrias do Santo Natal.