sábado, 30 de novembro de 2013

Tribunal da França manda desmontar torres eólicas: prejudicam aos homens e à natureza

Os proprietários do castelo de Flers, na região francesa Nord-Pas-de-Calais, obtiveram ganho de causa no Tribunal de Grande Instância de Montpellier, o qual ordenou desmontar dez torres eólicas responsáveis por danos à saúde e ao horizonte visual do castelo e da aldeia vizinha.
A Compagnie du Vent, filial da grande empresa de eletricidade GDF-Suez, também foi condenada a pagar indenizações e vai recorrer.
A sentença causou rebuliço nas fileiras ambientalistas, e segundo o jornal “Le Monde”, poucas sentenças foram tão consultadas, copiadas e analisadas em toda a França, pois as queixas contra as torres eólicas estão se fazendo ouvir pelo país inteiro, enquanto cientistas e economistas criticam seu custo e real utilidade.
Para o ambientalismo há o risco de se abrir uma “caixa de Pandora” de processos contra as torres eólicas, até agora consideradas como totens intocáveis das “energias limpas” tão propaladas por certo ecologismo utópico.
pasdecalais
Para moradores, torres eólicas estragaram o meio ambiente original.
Na realidade a produção de energia elétrica dessas imensas hélices está muito abaixo do prometido, e os danos à população e ao meio-ambiente estão ficando intoleráveis para as populações atingidas.
Os autoproclamados defensores “verdes” apareceram, mas para agir contra o meio-ambiente!
“É uma decisão alucinante, disse o advogado ambientalista Alexandre Faro. Eu acho que eles não ganharão na segunda instância, ainda que seja só pelo mau precedente que uma decisão dessas pode criar”.
Os castelões de Flers invocaram ante o Tribunal de Montpellier os danos sonoros e visuais que sofre a população, assim como “a total desnaturação da paisagem bucólica e campestre”.
castelo
O castelo de Flers existe há séculos bem encaixado na natureza.
Mas, as torres do ambientalismo estragaram o meio ambiente.

Esses argumentos são muito do agrado dos ambientalistas e deveriam conquistá-los.

Mas não! A utopia “verde” quer uma coisa diferente da que promete.
E o ambientalismo caiu em cima dos defensores da natureza.
As dez torres eólicas implantadas a 40 km de Amiens não serão desmontadas enquanto o apelo não for julgado.
Segundo os castelões, elas estragam a vida das pessoas e o horizonte do castelo, um elegante prédio histórico do século XVIII profundamente integrado na natureza local com um parque de 17 hectares.
As ventanias e os assovios produzidos pelos movimentos das pás desses moinhos de tamanho monstruoso são claramente audíveis e estragam a vida outrora tranquila da cidadezinha de Flers.
Elas atingem 110 metros de altura e emitem um flash luminoso a cada dois segundos, dia e noite.
Os juízes do Tribunal viram nisso um fator gerador de “tensão nervosa” entre os habitantes. Voltando ao castelo após a restauração, “parecia um verdadeiro jogo de fogos”, disse a castelã Ingrid Wallecan.
De fato, a Companhia do Vento consultou os vizinhos, porém ninguém sabia ao certo as consequências reais desses imensos engenhos. No máximo tinham ouvido falar positivamente na TV.
Agora estão imersos no pesadelo. Os políticos locais estão contentes com o lucro adicional proporcionado pelas torres eólicas.

Autor: Luis Dufaur

UFSC, processe-me! Como estou sendo perseguido por ser conservador

Dia 26 de novembro de 2013. Esta é a data em que me senti metamorfoseado em K., o conhecido personagem de “O Processo”, de Kafka.
Eu estava em minha escrivaninha, no computador, olhando mensagens pouco antes de sair a um compromisso, quando chega, em minhas mãos, uma carta em envelope oficial da UFSC. Na hora até brinquei: “A UFSC deve estar me processando hehehehe”. Pensei que era uma notificação qualquer, algo da burocracia normal da universidade, por eu ter sido aluno da UFSC. Mas, ao abrir o envelope e sacar o documento, vejo que aquilo que falei em tom jocoso era a pura verdade: eu estou de fato sendo acionado judicialmente pela UFSC. Na hora me veio à mente a imagem de Kafka: os oficiais entrando, logo de manhã, no quarto de K. para detê-lo. Minha vida transformada num roteiro surreal kafkiano. Processado? Por que motivo?
O motivo é obvio, apesar disso não ser dito na carta. É a velha perseguição ideológica pura e simples, que sempre é promovida pela esquerda contra aqueles que ousam defender valores contrários ao politicamente correto, que não vivem pautando sua existência na luta pela revolução. Muito menos tranquila é a vida de sujeitos como eu que gastam o tempo e o dinheiro que não têm, que procuram estudar e defender os valores que a Civilização Ocidental nos legou. Um dos principais desses valores é a liberdade de expressão, que é assegurada na Constituição do Brasil: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” (Artigo 5, IX). No exercício da liberdade de expressão a Constituição proíbe apenas o anonimato, o que é completamente justo. Quem quer falar o que quer, tem que assumir as consequências públicas pelo que diz. Por isso anonimato é proibido, pois é um ato de covardia. Eu nunca publiquei algo anônimo. Todos meus escritos podem ser lidos em meu blog pessoal www.cibercronicas.blogspot.com , ou no blog da “UFSC Conservadora” (www.ufscon.wordpress.com), do qual sou editor e criador. Nada do que fiz foi escondido.
Vivemos teoricamente numa democracia, na qual há, teoricamente, a possibilidade do pleno exercício da liberdade de expressão. As leis da nação em que nasci garantem isso, também em teoria. A Constituição é teoria, e não a realidade dos fatos. O fato é que ousei ir contra a maré da cubanização do Brasil, comecei a escrever e divulgar meus textos em blogs e no Facebook. Também acabei formando um grupo de estudantes denominado “UFSC Conservadora”.  A repercussão foi muito além da esperada. Meus textos começaram a ter milhares de acessos, bem como o blog UFSC Conservadora. Comecei a incomodar, e logo vieram as perseguições. Posicionei-me publicamente contra a greve das universidades federais de meados de 2012, num texto chamado “UFSC em greve”. Logo em seguida o blog UFSC Conservadora foi atacado e saiu do ar. Isso se deu na mesma época em que outros sites de perfil conservador também foram atacados, como o Mídia Sem Máscara. Mas a UFSC Conservadora continuou existindo, no início deste ano criamos outro blog, o UFSCon.
Continuamos incomodando a esquerda, alcançando literalmente milhares de leitores. O auge foi a carta-manifesto de João Victor Gasparino, que divulgamos no novo blog da UFSC Conservadora. Esta carta acabou gerando um debate a nível nacional sobre a doutrinação marxista na educação, principalmente dentro das universidades. Devido à carta de João Victor, em 3 dias tivemos mais de 40 mil acessos, por causa da divulgação que Rodrigo Constantino fez em seu blog na Veja. Outro texto meu, na mesma temática, “Carta aberta contra o socialismo na UFSC” teve também milhares de acessos, foi publicada em outros sites e comentada pelo jornalista Aloísio Amorim.
No dia 6/11 ajudei a organizar, juntamente com outros amigos da UFSC Conservadora, uma manifestação contra a vinda do terrorista Cesare Battisti. No fim o terrorista não veio. Ele cancelou na véspera, mas mesmo assim nos manifestamos. Será que foi por medo de reações contrárias? Nossa manifestação influenciou nessa desistência? Não sei, mas eu não poderia me calar diante do uso da universidade para a exibição pública de um criminoso internacional, já julgado e condenado a prisão perpétua. O nome do evento no qual Battisti daria palestra se chamava “quem tem o direito ao dizer”. Pelo que sei, o direito de bandido é estar na cadeia, e não dando palestra em universidade. Pelo visto, na democracia brasileira, o terrorista Cesare Battisti tem o direito ao dizer, eu não. Para a esquerda devo ficar caladinho, no meu canto.
Para mim está bem claro que a UFSC está me perseguindo ideologicamente, por eu ser conservador, e ter formado um grupo de pessoas que se denomina “UFSC Conservadora”. Não usamos o logotipo da universidade, nem no Facebook, muito menos no blog. Em ambos fica claro que somos um grupo independente de pessoas – principalmente de estudantes ou ex-estudantes –, ligadas de algum modo a UFSC. Não usamos um único centavo de dinheiro público. Não usamos o espaço físico da UFSC. Não usamos a marca/logotipo da UFSC. Apenas somos conservadores, e divulgamos nossas ideias. Isso “denigre” a imagem da instituição?
Na mente perturbada de muitas pessoas, conservador e fascista são sinônimos. Quem assim pensa não tem a mínima ideia do que seja conservadorismo e fascismo. Igualar os dois pensamentos políticos é o mesmo que igualar Margaret Thatcher ao Tiririca, que é um humorista muito engraçado, e deveria ter ficado só no humor. Procurem e vejam se humilhamos ou insultamos alguma pessoa em nossa página. Não encontrarão nada. Quem denegriu a imagem da UFSC foi o gênio que teve a ideia de convidar Cesare Battisti para dar uma palestra. Este sim manchou nacionalmente o nome da instituição, e deveria ser processado por isso.

Aos esquerdistas da UFSC aqui fica o recado: querem me processar, fiquem à vontade. Processem-me. Não tenho medo de vocês. Temo apenas a Deus, e ao julgamento dEle. Não temo o julgamento dos homens. Não me calarei. 
Vejam abaixo a correspondência que recebi da UFSC com essa ameaça judicial:

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Oração do Papa Francisco - Ex. Ap. Evangelii Gaudium

Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Baptista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amen. Aleluia!

Papa Francisco
Exortação Apostólica Evangelii Gaudium

Socialistas da Espanha querem abolir a religião das escolas

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O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ( O PT da Espanha) está se preparando para as eleições de 2015 e já começa e falar sobre seus planos, caso conquiste o governo da Espanha.
Entre as propostas do partido está eliminar os privilégios fiscais da Igreja Católica e tirar o ensino religioso das escolas públicas.
O plano do PSOE foi aprovado na conferência política que aconteceu no último final de semana quando os diretores da legenda entenderam que “o processo de secularização de Espanha tem sido rápido”.
De acordo com o jornal português “Expresso”, o objetivo dos socialistas não é restringir o direito religioso, mas torná-lo privado.
Na Espanha a religião católica é oferecida como disciplina opcional pelas escolas públicas, o aluno que escolhe por esta matéria tem que cursá-la dentro do período das aulas. Quem não aceitar a aula de religião pode escolher as disciplinas de “Valores”.
Porém outras medidas estudadas por eles mostram o desejo de separar de uma vez por todas a Igreja do Estado. Além de acabar com o ensino religioso, eles querem retirar os quatro acordos da Espanha com o Vaticano.
Esses acordos seriam sobre assuntos financeiros, ensino, culturais e jurídicos. Fora isso o PSOE também está interessado em questionar o papel da religião católica nas Forças Armadas do país.

Religião x Política x Direitos Humanos
Se aproximando cada vez mais da extrema esquerda, o PSOE diz que os partidos de direita promovem o retrocesso nos direitos civis e acusa essa ligação com a Igreja de ser a responsável por barrar leis como a lei do aborto.
“Se retrocedemos e se cada vez que a direita chega ao poder reconsidera todas aquelas leis que temos feito entre todos, para aumentar os direitos civis, e trata de pôr dogmas que não são do conjunto dos cidadãos mas apenas de alguns, o PSOE estudará muito seriamente a revisão dos acordos com a Santa Sé”, disse o secretário-geral do partido, Alfredo Pérez Rubalcaba.

A lei do aborto na Espanha pode ser alterada e voltar a funcionar com normas restritivas de 1985. Assim que entrar em vigor as espanholas só poderão abortar em três casos: estupro (violação), dano para a vida ou saúde física/psíquica da mulher ou má formação física/psíquica do feto.

Abortistas lançam pedra em criança de 4 anos que rezava em manifestação pacífica

Por ACIPRENSA ( CNA / EWTN Notícias ) -. Uma menina de quatro anos foi uma das vítimas
agredidas por uma multidão de cerca de 60 abortistas que atiraram pedras contra um grupo de ativistas provida que pacificamente se encontravam rezando o Rosário em favor da Vida em Nancy, no nordeste da França.

A polícia, que estava presente, não fez nada para impedir o ataque e prender os agressores; e a televisão francesa informou “a favor” dos infratores a quem ela chamou de "defensores da tolerância".

Na histórico Praça d'Alliance, um cordão policial dividia os autodenominados "antifascistas" das pessoas, que no último sábado 16 de Novembro, responderam ao chamar da associação provida SOS Tout-Petits para rezar pelo fim do aborto .

Por volta das 03h00min da tarde, quando os provida estavam cantando e rezando, o grupo a favor da morte começaram a atirar pedras, objetos e preservativos, bem como insultos, slogans blasfemos e canções revolucionárias.

A pequena de quatro anos que chegou com os pais e irmãos vindos da cidade francesa de Metz, estava orando com seus pais e irmãos, quando foi ferida na cabeça por uma das pedras jogadas.

Com o impacto, a criança "escondeu o rosto no abrigo de sua mãe, testa sangrando, decorada com um grande ‘galo’”, de acordo com o jornal francês Boulevard Voltaire.

O pai da família disse que eles já não confiam na polícia e recordou que há alguns meses também foi maltratado pela polícia por agitar uma bandeira do movimento francês cívico "Manif pour tous" (o evento que lançou 1,5 milhão pessoas em defesa do verdadeiro casamento nas ruas de França), na inauguração dos bondes em Metz.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CURSO DE RELIGIÃO - CAPÍTULO II - PARTE FINAL



7. NATUREZA E ATRIBUTOS DE DEUS
 
A filosofia nos ensina que as coisas são para nós inteligíveis pela forma, que é, nas coisas, espírito ou reflexo de espírito. Em si mesmas, as coisas serão mais inteligíveis à medida que se imaterializam; mas para nós essa luz de inteligibilidade passa por um máximo no nível proporcionado a nossa natureza. Assim é que para nós o máximo de clareza se encontra na ciência física, que estuda as formas ou as essências das coisas corporais, ou na ciência matemática onde a quantidade, categoria própria dos seres materiais, se encontra em estado de decantação abstrata. Daí por diante, e à medida que se espiritualiza o ser, cresce nele o fulgor da inteligibilidade, mas diminui para nós a percepção, como se a luz excessiva nos ofuscasse. Os antigos diziam que a inteligência humana, a mais baixa das inteligências, padece de certa nictalopia, que vê melhor nos ambientes de sombras. Temos “olhos de coruja”, e por isso o Sol dos seres, que é Deus, é visto dentro de uma grande ofuscação.
 
Além disso, o conúbio em que vivem sempre em nós o conhecimento racional e o sensível, a cada instante nos estorva. Sim, a cada instante queremos imagens das coisas espirituais. Mais adiante, quando chegarmos ao ponto de Encarnação do Verbo, veremos que Deus se relacionou conosco de modo a atender a exigência de totalidade de nossa natureza dual. Teremos então nos Sinais Sagrados uma visibilidade de nosso comércio com Deus.
 
Mas agora, enquanto permanecemos no domínio mais filosófico do que religioso, preparemo-nos para manter a inteligência isenta de qualquer representação sensível.
 
Nós diremos a seguir que Deus é bondade infinita, infinita inteligência, diremos que é todo poderoso, que governa o mundo, mas antes de tudo isto devemos começar pela idéia de ser que abrange universalmente, e analogicamente, tudo o que é. E nesta linha podemos dar o primeiro e principal titulo filosófico de Deus: é o ser por excelência, o ser pleno, o ser que tem em si mesmo a sua própria razão: o ser A-SE; e essa aseidade de Deus, achada pelo filosofo, corresponde bem ao nome que de si mesmo deu Javé a Moisés: “Ego sum qui sum”. “Eu sou aquele que sou”.
 
Em torno deste primeiro nome filosófico poderíamos colocar os outros que se prendem a eles e que nos foram dados nas vias demonstrativas: ATO PURO, CAUSA PRIMEIRA, SER A-SE.
 
Pensemos agora nos atributos de Deus, que dividiremos em negativos e positivos. Temos, de fato dois modos de erguer o pensamento a Deus, ou por sucessiva eliminação de imperfeições, ou por procura de perfeições que existem nas criaturas, mas em Deus atingem grau supremo.
 
Os atributos negativos são:
 
SIMPLICIDADE, ou imaterialidade, que exclui qualquer idéia de composição;
 
IMUTABILIDADE, que exclui a idéia de mudança;
 
ETERNIDADE, que excluía idéia de duração;
 
IMENSIDADE, que exclui a limitação de lugar;
 
INFINIDADE, que exclui limitação de qualquer perfeição sua;
 
UNIDADE, que é como a conseqüência lógica de todas as outras: Deus é uno e único. (Note-se desde já que essa unidade se refere à natureza de Deus, e não exclui a Trindade de Pessoas vista na Fé).
 
Os atributos positivos de Deus são aqueles a que somos levados a pensar quando seguimos o itinerário da Quarta Via. Enquanto as outras nos levavam a sucessivas exclusões e nos obrigavam a pensar num supremo absolutamente isento de tais limitações, a Quarta Via nos traça o itinerário dos graus de perfeição. E nesse itinerário Deus nos aparece como o Vivo dos vivos, com infinita capacidade de conhecimento e de amor.
 
É inevitável, em todas essas considerações, um certo antropomorfismo, pelo qual fazemos um Deus à nossa imagem. Precisamos usar aqui os mais fecundos e elásticos recursos da analogia para conseguirmos balbuciar alguma coisa sobre as perfeições divinas, e devemos anotar que essa analogia, por audaciosa que seja, não é um simples malabarismo verbal, e sim uma forma de conhecimento circunscrito às coisas visíveis e mensuráveis, podemos partir das criaturas, dos efeitos e remontar às causas supremas.
 
O apóstolo Paulo, para exprimir a transcendência das perfeições divinas disse: “Ele habita numa luz inacessível, e nenhum mortal o viu nem pode vê-lo aqui (no mundo) tal como Ele é em si-mesmo”. (I Tm. 6, 16) Mas o mesmo apóstolo também disse que “as perfeições invisíveis de Deus se tornaram visíveis à inteligência por meio de sua obra”. (Rm. I, 20).
 
Partimos de sua obra para a demonstração de sua existência e para a enumeração de suas perfeições negativas; agora, para o enunciado das perfeições positivas partiremos daquela obra mais alta em que o Criador deixou mais viva a marca de sua imagem e semelhança. Antropomorfismo, artifício de criação de figuras homólogas, haveria, e houve todas as vezes que o espírito humano se contentou com meras metáforas que não realizavam a decolagem espiritual que só o conhecimento metafísico pode proporcionar.
 
Com a Fé, a alma humana galga todas essas dificuldades e diz: “Abba, Pai!”. Ou diz: “Creio em Deus Pai...” ou ainda, como o próprio Cristo nos ensinou: “Pai nosso, que estais no céu...”.  Mas a própria inteligência reclama seus direitos e consegue, no mais tenso de seus exercícios, balbuciar alguma coisa sobre as perfeições divinas a partir das perfeições humanas. E as duas afirmações se completam e se amparam: o título de Pai ajuda a inteligência a manter a difícil proporcionalidade de analogia entre o quase nada da criatura e o Tudo do Criador; e a elevação da inteligência ajuda a ver na Fé um Pai que transcende todo o universo: o Pai nosso, que está no céu.
 
Eis as chamadas perfeições positivas de Deus:
 
SAPIÊNCIA – “Quão magníficas são tuas obras Senhor, tudo fizeste com grande sapiência”. (Sl. 103, 24).
 
ONIPOTÊNCIA – “Tudo o que quis Deus fez, no céu, na terra, no mar e em todos os abismos”. (Sl. 134, 6).
 
JUSTIÇA – “Tu és justo, Senhor, e teus decretos são equânimes, e tu os promulgaste segundo a justiça e a exata verdade”. (Sl. 119, 137).
 
SANTIDADE – “Tu só és Santo...” (Glória, Lit. da Missa).
 
BONDADE E MISERICÓRDIA – “Como é misericordioso o Senhor para quem o teme”. (Sl. LIX, 3).

Fonte: Permanência

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre o tempo do Advento


O Advento começa no próximo domingo, 1º de Dezembro.
A maioria de nós tem uma compreensão intuitiva do Advento, com base na experiência, mas o que os documentos oficiais da Igreja, na verdade, dizem a respeito do Advento?
Aqui estão algumas das perguntas básicas e (oficiais) respostas sobre o Advento.
Algumas das respostas são surpreendentes!
Aqui vamos nós. . .



1. Qual é o propósito do Advento? 

O Advento é um tempo no calendário litúrgico da Igreja - especificamente, é um tempo no calendário da Igreja Latina, que é a maior parte da Igreja daquelas em comunhão com o papa.

Outras Igrejas Católicas (NT. em comunhão) - assim como muitas igrejas não católicas - têm a sua própria celebração do Advento.
De acordo com as Normas Gerais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário:
O Advento tem um caráter duplo:
·         como um tempo de preparação para o Natal, quando a primeira vinda de Cristo nos é lembrada;
·         como uma época em que que a memória dirige a mente e o coração para aguardar a Segunda Vinda de Cristo no fim dos tempos.
O Advento é, portanto, um período de devota e alegre expectativa [n. 39].

Nós tendemos a pensar o Advento somente como um tempo em que nos preparamos para o Natal, ou a primeira vinda de Cristo, mas, como as Normas Gerais apontam, é importante que nós também lembremos ele como uma celebração em que estamos ansiosos para a Segunda Vinda de Cristo.
Propriamente falando, o Advento é uma época que traz à mente as duas vindas de Cristo.

 

2. Que Cores Litúrgicas são usadas no Advento?

Dias especiais e certos tipos de celebrações podem ter suas próprias cores (por exemplo, vermelho para os mártires, preto ou branco nos funerais), mas a cor normal para o Advento é violeta (roxo). A Instrução Geral do Missal Romano oferece:
A cor violeta ou roxo é usada no Advento e na Quaresma. Elas também podem ser usadas em ofícios e missas para os mortos [346d].

Em muitos lugares, há uma notável exceção do terceiro domingo do Advento, conhecido como Domingo Gaudete:
A cor rosa pode ser usada, onde esta é a prática, no domingo Gaudete (terceiro domingo do Advento) e Laetare (IV Domingo da Quaresma) [IGMR 346f].

3. É o Advento um tempo penitencial?

Muitas vezes pensamos no Advento como um tempo penitencial, porque a cor litúrgica do Advento é violeta (roxo), como a cor da Quaresma, que é um tempo penitencial.
No entanto, na realidade, o Advento não é um tempo penitencial. Surpresa!
De acordo com o Código de Direito Canônico:
Can. 1250 - Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras d o ano e o tempo da Quaresma.

Embora as autoridades locais possam estabelecer dias penitenciais adicionais, esta é uma lista completa dos dias penitenciais e tempos da Igreja Latina como um todo, e o Advento não é um deles.

4. Quando é que o Advento começa e termina?

De acordo com as Normas Gerais:
O Advento começa com as I Vésperas do domingo que cai sobre o próximo 30 de Novembro (NT. próximo sábado) e termina antes da oração das I Vésperas do Natal [N. 40].

O domingo ou dia 30 de novembro próximo (NT. Como 1º Domingo do Advento) pode variar entre 27 de novembro e 3 de dezembro, dependendo do ano.
No caso do domingo, a oração das I Vésperas é feita na noite do dia anterior (sábado). De acordo com a Instrução Geral da Liturgia das Horas:
96. Quando a Missa é precedida imediatamente das Vésperas, estas ligam-se à Missa da mesma forma que as Laudes. Note-se, porém, que não se podem celebrar as primeiras Vésperas das solenidades, domingos e festas do Senhor que ocorram ao domingo, senão depois de celebrada a Missa do dia anterior ou sábado.

Isso significa que o Advento começa na noite de sábado caindo entre 26 de novembro e 2 de dezembro (inclusive), e termina na noite de 24 de Dezembro, que detém as I Vésperas do Natal (25 de dezembro).
 

 5. Qual é o papel dos domingos do Advento?

Há quatro domingos do Advento. As Normas Gerais estabelecem:
Os domingos deste tempo são nomeados o Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto domingos do Advento [N. 41].

Já mencionamos que o Terceiro Domingo do Advento tem um nome especial -. Domingo Gaudete. Gaudete é a palavra latina para "Alegra-te", que é a primeira palavra do intróito da Missa deste dia.
A Igreja atribui particular importância a estes domingos, e eles têm precedência sobre as outras celebrações litúrgicas. Assim, as Normas Gerais estabelecem:
Devido à sua importância especial, a celebração dominical dá lugar apenas para solenidades ou festas do Senhor. Os domingos do tempo do Advento, da Quaresma e da Páscoa, no entanto, tem precedência sobre todas as solenidades e festas do Senhor. Solenidades que ocorrem nesses domingos são observadas no sábado anterior [N. 5].
(NT. No Brasil a CNBB tem indulto para estabelecer que uma Solenidade ocupe a precedência em relação ao domingo do Advento. É o caso do próximo dia 08 de dezembro – dia da Imaculada Conceição – em que se usará este formulário, e não o do 2º domingo do advento).

Você também não pode celebrar missas fúnebres nos domingos do Advento:
Entre as Missas de defuntos está em primeiro lugar a Missa exequial, que pode celebrar-se todos os dias, exceto nas solenidades de preceito, na Quinta-Feira da Semana Santa, no Tríduo Pascal e nos domingos do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, observando, além disso, o que deve ser observado segundo as normas do direito[142]. [IGMR 380].
 

 6. O que acontece nos dias de semana do Advento?

É especialmente recomendado que homilias sejam dadas nos dias de semana do Advento. A Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) afirma:
Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participação do povo, e não pode omitir-se senão por causa grave. Além disso, é recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e também noutras festas e ocasiões em que é maior a afluência do povo à Igreja [66].

As Normas Gerais também apontam um papel especial para os dias úteis da semana que antecedem o Natal:
Os dias da semana de 17 de dezembro a 24 de dezembro, inclusive, servem para preparar mais diretamente para o nascimento do Senhor [N. 41].

Este papel especial é ilustrado, por exemplo, nas leituras das escrituras utilizadas na liturgia nestes dias.
 

 7. Como as igrejas devem ser decoradas Durante o Tempo do Advento?

A Instrução Geral do Missal Romano indica:
Haja moderação na ornamentação do altar. No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. No tempo da Quaresma não é permitido adornar o altar com flores. Excetuam-se, porém, o domingo Laetare (IV da Quaresma), as solenidades e as festas. [IGMR 305].
 

 8. Como a música deve ser executada durante o Advento?

A Instrução Geral do Missal Romano nos diz:
No tempo do Advento usem-se o órgão e outros instrumentos musicais com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. No tempo da Quaresma só é permitido o toque do órgão e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto. Excetuam-se, porém, o domingo Laetare (IV da Quaresma), as solenidades e as festas. [IGMR 313].
 

 9. O ‘Gloria’ é dito ou cantado Durante o Advento?

Nenhum dos dois. A Instrução Geral do Missal Romano afirma:
(O Hino de Louvor – Glória a Deus nas alturas...) Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes [IGMR 53].
 

 10. Quais devoções privadas podemos ser usadas para favorecer o crescimento da fé em Deus Durante o Advento?

Há uma variedade de devoções particulares que a Igreja reconhece para o uso durante o Advento. A mais famosa é a coroa do Advento.