quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Machismo e Cavalheirismo: qual a diferença?

Hoje li uma matéria interessante, que sugere que o o grupo feminista radical, as FEMEN, são comandadas na verdade por um homem. Exatamente! Aquelas doidonas que adoram fazer protestos de topless, que batem em senhores velhinhos em plenários de Universidades, e possuem bizarras causas que julgam favorecer o mulherio, na verdade são pau-mandadas de um homem.
Isso me chamou a atenção para um tema que deve ser discutido pelo católico moderno, pois o homem de hoje tem deixado de ser realmente homem e com isso, o mundo tem partido para um machismo ridículo, que só faz gerar feminismos tão machistas e ridículos quanto.
Vivi quase 21 anos completos da minha vida ao lado de um verdadeiro cavalheiro. Meu pai, que faleceu no mês que eu completaria a minha maioridade civil há época do antigo Código Civil, era um homem de verdade, que flutuava entre o rústico e o gentil com a mesma facilidade com que se acende uma lâmpada. Com esse velho gordinho, que me deixou como herança muito mais do que bens (que infelizmente nunca tivemos em demasia, apenas o justo e digno) aprendi como serrar um galho de árvore e como vestir uma abotoadura numa camisa clássica e social. Com esse homem eu aprendi que a tampa da privada deve ficar abaixada quando “tem menina em casa”, porque é nosso dever que elas, ao entrar no banheiro, o encontre limpo e cheiroso.
02e5953e88f84308bbc86afd078ce900
Aprendi que portas do carro devem ser abertas, sempre que possível, para que a dama entre confortavelmente no veículo, afinal, geralmente elas levam bolsas. Também aprendi que a mulher nunca, jamais, paga a conta do restaurante, do cinema, ou de nada. Isso cabe ao homem, que tem o dever se ser provedor do mínimo carinho para uma mulher. Não com o intuito de conquista-la, somente, mas porque elas merecem.
Aprendi que a mulher pode trabalhar se quiser, e que são brilhantes e suas profissões, e que nesse caso, o cuidado da casa deve ser compartilhado pelo marido, e se ele não souber fazer algo, que ao menos tente, ou compre – sou péssimo cozinheiro e sempre é mais saudável comprar o jantar do que me atrever a fazer algo impossível de ser comido.
Além disso, um bom desodorante nunca faz mal para um cidadão, ainda mais se ele é descendente de portugueses, como eu, e sente calor mesmo no frio do Ártico. Um perfume não tão forte, mas marcante, também faz parte.
Aprendi que mulher não faz serviços pesados. Não que ela não possa, mas é para não ferir suas belas mãos. E aprendi, que mesmo após 10 anos de casado, que completei no último dia 12/12, tenho o dever de conquistar minha esposa, todos os dias. Eu não a ganhei! Ela não é minha presa de caça! Ao contrário, ela é parte da minha vida e faz meus dias mais belos e felizes.
9a11fc68a5cfa4c8b5ef1749b48a0ba7-2
Meu velho pai ainda me ensinou que o homem de verdade também reza, e reza pra valer, porque nem sempre a vida é fácil (ela nunca é fácil) e Deus nos dá uma mão tremenda para que consigamos ser aquilo que devemos ser todos os dias. Também aprendi com meu velho Caetano que o homem chora, pede desculpas e faz todo o possível para que sua mulher seja feliz, e que nem por isso ele perde seu espaço de “homem” ou se torna homossexual por isso.
Mas, infelizmente, o mundo masculino ficou afeminado, e aqui não falo que todos os homens viraram gays e passaram a sentir atração por outros homens (esse texto não tem nada a ver com Gays ou preferências sexuais). Não! Na verdade os homens viraram umas porcarias preguiçosas, que aproveitaram a busca das mulheres por direitos iguais ao longo dos tempos pós-modernos e resolveram abrir mão daqueles esforços que cabiam aos homens, naturalmente mais fortes e resistentes em sua biologia que as mulheres.
Os malditos maricas de hoje em dia querem deixar a tampa do xixi levantada porque dizem que as mulheres também têm o dever de abaixa-la se forem usar o banheiro. Eles racham a conta porque acham que é dever das mulheres pagar sua parte do jantar, já que agora elas “querem trabalhar”. Mas, na hora do vamos ver, são uns brutamontes que, ficam sentados no metrô quando uma mulher está em pé na sua frente, que xingam uma mulher dirigindo (de todas as baixarias não mencionáveis nesse blog) porque essa “se atreveu” a passar no sinal verde que lhe dava direito, enquanto os gorilas, ignorando o sinal vermelho para si, atravessavam a rua em sua tranquila caminhada para a jaula mais próxima de um circo de horrores.
Nem falo daqueles arremedos de homem que chegam em casa fedidos do trabalho, esticam seu cadáver no sofá, e ficam vendo futebol na televisão enquanto sua mulher, como uma garçonete de um café da Rota 66, no meio do deserto, tem que lhe levar a cerveja. Esses já não possuem mais cura, salvo raros casos.
Ora ora, caros confrades! Sejam homens, sejam corajosos! Sejam honrados com as calças que vestem! É claro que isso requer esforço, mas ninguém disse que ser homem era fácil. Contudo, é nossa natureza sermos pessoas de bem, cavalheiros, atentos às mulheres e aos outros que nos rodeiam. Aprendam a falar, leiam, abram as portas do seu carro e paguem a conta, mesmo que seja de um só café. Nos finais de semana, separem algumas horas para alguma tarefa manual para a casa. Corte sua lenha, cuide de seus filhos, escove seus dentes e, sempre, sirva sua mulher, trate-a com carinho e com reverência. Ela merece! Afinal, Deus Nosso Senhor já a criou bela e permitiu que você, caro amigo, possa te-la em sua vida, como amiga e companheira.
E, por fim, pelo amor de Deus, abaixe a maldita tampa da privada após usá-la. Você pode fazer isso, seu maricas preguiçoso! E reze! Reze como os grandes homens da Bíblia, reze como um verdadeiro homem, que encara Deus face a face, e não como um covarde que prefere achar que rezar é coisa de mulheres. Ou será que você é tão maricas que tem medo de Deus?

Nenhum comentário:

Postar um comentário