Mais de 750.000 cidadãos croatas pediram ao
parlamento para convocar um referendo sobre uma disposição constitucional que
serve para definir claramente o casamento como "uma união de vida entre
uma mulher e um homem." É a primeira vez nos 22 anos de independência da
Croácia uma iniciativa de cidadania conseguiu reunir o número suficiente para
forçar um referendo. E foi alcançada em apenas 2
semanas. Agora se espera o dia da votação.
(EDW / InfoCatólica) A obrigação de realizar um referendo na Croácia
exige 10% de assinaturas da população que poder votar. A iniciativa, "Em Nome da
Família" obteve o dobro desta quantidade - uns 20% - em apenas duas semanas de coleta
de assinaturas.
“Em nome
da família” tem sido recebido o apoio das principais instituições religiosas
do país, bem como de cinco partidos do parlamento, quinze não
parlamentares, inúmeras ONGs, famílias e cidadãos.
Cerca de seis
mil voluntários recolheram assinaturas em mais de dois mil locais em todo o
país, embora o governo tenha feito campanha ativa contra a iniciativa.
O
governo, oposição radical
Ivo
Josipović, presidente da República da Croácia, expressou seu desacordo dizendo que " duvido que nós precisemos
de um referendo assim." O Ministro da Política Social e da Juventude,
Milanka Opačić, lamentou o fato de que os croatas "desgraçadamente tenham
gastado o equivalente ao custo de um mês de serviços sociais em um referendo
absolutamente desnecessário". Enquanto isso, o primeiro-ministro croata
considerou a iniciativa como "completamente sem sentido". Ele foi
mais longe ao garantir que "esta será a primeira e última vez que tal
referendo é anunciado".
Ao mesmo
tempo, antecipando o provável sucesso da consulta pelos organizadores, o
ministro da Administração Pública, Arsen Bauk, disse que está preparando um
projeto de lei que conceda às uniões homossexuais os mesmos direitos dos
matrimônios.
Basta
maioria simples dos eleitores
O
referendo constitucional será realizado na Croácia, no dia 1 de Dezembro. Esta
será a pergunta: "Você apoia a introdução de um dispositivo na Constituição
da República da Croácia, que defina o matrimônio como uma união de vida entre
um homem e uma mulher?".
Nos
termos da Constituição da Croácia, não é necessário um quórum mínimo de
participação para que os resultados do referendo sejam vinculantes, pelo
que a decisão vai depender de uma maioria simples dos eleitores votantes.
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