"Nós jamais faremos anúncios publicitários com famílias gays, nós somos
pela família tradicional ", explicou Guido
Barilla, presidente da marca de mesmo nome, em 26 de setembro último, na
Radio24. Ele não tinha idéia de que iria causar um tumulto internacional contra
ele: no mesmo dia, todas as organizações LGBT do mundo fizeram um chamado nas
redes sociais para boicotar a marca. Esta pequena frase provavelmente caiu como
uma crença pessoal de que uma abordagem comercial foi considerada a expressão de
pura homofobia.
No dia seguinte, o atuante Dario Fo escreveu uma carta aberta ao infeliz Guido chamando-o de toda a sua autoridade de Prêmio Nobel, a modificar sua comunicação e tornar-se o porta-voz para a integração e a modernidade. Em 28 de setembro, a máquina do arrependimento foi iniciada. Em um vídeo amplamente divulgado, vemos Guido Barilla abatido, deprimido, com olhares esquivos, desculpando-se repetidamente "por atingir a sensibilidade de muitas pessoas no mundo inteiro. As numerosas reações, no mundo inteiro, deixaram-me profundamente triste porque, me fez perceber que, sobre a questão da evolução da família tenho muito a aprender. "
Mas essas desculpas,
profundamente humilhantes, não foram suficientes. Depois de de ter sido literalmente
chamado ao Conselho Regional d’Emilie-Romagne
par Franco Grillini, líder histórico do movimento LGBT italiano, para uma
reunião de duas horas com as principais associações homossexuais italianas,
Guido Barilla surgiu prometendo propostas concretas em seu favor.No dia seguinte, o atuante Dario Fo escreveu uma carta aberta ao infeliz Guido chamando-o de toda a sua autoridade de Prêmio Nobel, a modificar sua comunicação e tornar-se o porta-voz para a integração e a modernidade. Em 28 de setembro, a máquina do arrependimento foi iniciada. Em um vídeo amplamente divulgado, vemos Guido Barilla abatido, deprimido, com olhares esquivos, desculpando-se repetidamente "por atingir a sensibilidade de muitas pessoas no mundo inteiro. As numerosas reações, no mundo inteiro, deixaram-me profundamente triste porque, me fez perceber que, sobre a questão da evolução da família tenho muito a aprender. "
Em 4 de novembro, tudo está feito. É que não mexa em campos de reeducação LGBT. Depois de afirmar que “a diversidade, inclusão e igualdade têm sido parte da cultura, dos valores e da ética da Barilla”, o Direto Geral do Grupo, Claudio Colzania, anunciou a criação de um “Departamento de Inclusão e Diversidade", composto por especialistas "externos e independentes" da equipe Barilla, cuja missão será "ajudar o grupo" a definir estratégias e metas "para melhorar o estado da diversidade e igualdade, objtivando alcançar também na cultura da empresa no que diz respeito à orientação sexual, igualdade de gênero, os direitos das pessoas com deficiência e problemas multiculturais e intergeracional". O Principal jogador nesse "tabuleiro": David Mixner. O ex-professor em Oxford, Harvard, Stanford e Princeton, colunista do Times e do Washington Post, ele foi descrito pela revista Newsweek como "o gay mais poderoso dos Estados Unidos ", e uma dos líderes mundiais no movimento LGBT.
Há apenas cinco anos, tal implementação de opiniões unicamente ideológicas, numa das jóias da indústria de comida italiana teria sido impensável: a liberdade de expressão era realmente exercida do outro lado dos Alpes, em qualquer circunstância da vida com alegria e tranquilidade. Hoje, uma lei está sendo discutida no Senado para a criação de um "crime de homofobia". E não é certo que os italianos, cuja verdadeira cordialidade por vezes raia a inércia, estejam bem cientes dessa mudança na civilização.
Fonte: Corrispondenza Romana

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