Por:
Frei Betto, que continua a seduzir muitos incautos pelo país, deu as seguintes declarações no 9º Encontro Nacional Fé e Política, realizado na Universidade Católica de Brasília no último fim de semana:
“Estamos assistindo a certos segmentos religiosos chocarem o ovo da serpente, expressão que vem do nazismo dos anos 30, na Alemanha: depois que a coisa esquentou é que muita gente se deu conta”,
“O Estado e os partidos não devem ter religião, mas respeitar a diversidade do pluralismo religioso”, afirmou, diante de quase duas mil lideranças católicas. “No Brasil, determinados segmentos religiosos estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada evangélica. Não tenho nada contra os evangélicos, tenho contra essa bancada.”
Precisamos abrir o olho porque está sendo chocado no Brasil o poder fundamentalista de confessionalização da política. Isso vai dar no fascismo.”
Antes, um adendo: nazismo e fascismo têm sido utilizados de forma tão
regular e inadequada como instrumentos de desqualificação ou insulto,
que seus significados políticos e históricos tendem a se diluir com o
tempo e deixarem de representar aquilo que realmente representam.
Voltando ao ponto, Frei Betto, além de religioso (sic), é militante de
uma ideologia política qualificada por filósofos políticos como Eric
Voegelin como uma religião política. E, além de ignorante em teoria
política, é militante socialista. Portanto, o que escreve deve ser
analisado de acordo com esse enquadramento.
O interessante é que o grande representante do fascismo político, Mussolini, era um ideólogo e militante socialista (e, no que se refere à parte substantiva de sua ideologia e prática, nunca deixou de sê-lo, com algumas variações e adaptações).
Não consigo compreender como é que a hipótese da ascensão ao poder da bancada evangélica possa conduzir ao fascismo. Mas posso compreender que o discurso contra a representação política de segmentos sociais, e a atuação política em defesa dos valores e princípios desse grupo, possa conduzir à adoção de políticas autoritárias que impeçam essas parcelas da população de escolherem seus representantes.
Agora imaginemos a frase do Frei Betto modificada para esses exemplos:
1- “No Brasil, determinados segmentos sociais estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada dos pobres. Não tenho nada contra os pobres, tenho contra essa bancada.”
2- “No Brasil, determinados segmentos proletários estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada dos trabalhadores. Não tenho nada contra os trabalhadores, tenho contra essa bancada.”
3- “No Brasil, determinados segmentos estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada dos pipoqueiros. Não tenho nada contra os pipoqueiros, tenho contra essa bancada.”
Ou se aceita a representação política dos diferentes grupos que formam a sociedade brasileira (evangélicos, católicos, macumbeiros, socialistas, comunistas), ou se defenda explicitamente (algo que Betto não tem coragem de fazer) a eliminação dessa representatividade diversificada rumo a um governo autoritário ou totalitário.
O interessante é que o grande representante do fascismo político, Mussolini, era um ideólogo e militante socialista (e, no que se refere à parte substantiva de sua ideologia e prática, nunca deixou de sê-lo, com algumas variações e adaptações).
Não consigo compreender como é que a hipótese da ascensão ao poder da bancada evangélica possa conduzir ao fascismo. Mas posso compreender que o discurso contra a representação política de segmentos sociais, e a atuação política em defesa dos valores e princípios desse grupo, possa conduzir à adoção de políticas autoritárias que impeçam essas parcelas da população de escolherem seus representantes.
Agora imaginemos a frase do Frei Betto modificada para esses exemplos:
1- “No Brasil, determinados segmentos sociais estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada dos pobres. Não tenho nada contra os pobres, tenho contra essa bancada.”
2- “No Brasil, determinados segmentos proletários estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada dos trabalhadores. Não tenho nada contra os trabalhadores, tenho contra essa bancada.”
3- “No Brasil, determinados segmentos estão cada vez mais partidarizados. Existe no Congresso Nacional a bancada dos pipoqueiros. Não tenho nada contra os pipoqueiros, tenho contra essa bancada.”
Ou se aceita a representação política dos diferentes grupos que formam a sociedade brasileira (evangélicos, católicos, macumbeiros, socialistas, comunistas), ou se defenda explicitamente (algo que Betto não tem coragem de fazer) a eliminação dessa representatividade diversificada rumo a um governo autoritário ou totalitário.

Mais uma do semi-frade...
ResponderExcluir