Aos 42 anos de idade, Shahbaz Bhatti,
Ministro federal das Minorias, do Paquistão, foi abatido a tiro em
Islamabal. Um grupo terrorista islâmico punha fim, de forma violenta, a
um cristão que promovia a concórdia entre todos os paquistaneses e a
liberdade de culto para os crentes. Era o dia 2 de Março de 2011. Neste
dia, apagou-se uma vida terrena mas acendeu-se um luzeiro brilhante na
cerração da noite do ódio e da intolerância. Shahbaz Bhatti é um mártir
da sua fé. É um modelo do que deve ser um católico empenhado na
“animação cristã da ordem temporal”, no respeito pelos outros e ao
serviço de todos.
Shahbaz Bhatti nasceu a 9 de Setembro de
1968, em Lahore, tendo recebido o nome de Clemente Shahbaz Bhatti. Era
seu pai, Jacob Bhatti, professor que serviu o exército paquistanês. De
família católica, Shahbaz Bhatti foi sempre um cristão comprometido
desde muito cedo. Uma das suas batalhas era a abrogação da chamada “lei
da blasfêmia” que tem remetido para a prisão e morte milhares de não
muçulmanos ou de muçulmanos não radicais. Por isso, sabia que a sua vida
iria ter um fim trágico.
A 29 de Março de 2011, poucos dias
depois do crime infando que matou Shahbaz Bhatti, os Bispos católicos
do Paquistão, por unanimidade, pediram ao Papa Bento XVI que reconheça
oficialmente Shahbaz Bhatti como um “mártir e patrono da liberdade
religiosa”.
O Presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo
Inter-religioso, Cardeal Jean Louis Tatan, na homilia da Missa a que
presidiu, em 9 de Março (2011) referiu-se a Shahbaz Bhatti como uma
“vida luminosa”, referindo-se-lhe que é exemplo já que “escolheu Cristo
como Salvador, a Igreja como Mãe, cada ser humano como irmão”. E a
terminar, esta homilia, o Cardeal Tantan afirmou: “Agradeçamos a Deus
por ter colocado no nosso caminho este autêntico “mártir” ou seja
“testemunha” da fé cristã que soube “dizer” e “fazer”.
De
facto, a vida de Shahbaz Bhatti, totalmente consagrada à Igreja (nunca
se casou para se poder dedicar mais e melhor à sua causa!) é um exemplo a
seguir. É um santo que nos deve servir de modelo pela coerência de vida
e de testemunho vivo da fé.
Passado um ano sobre a sua morte,
em vários locais do mundo se comemorou e recordou o “die natalis” de
Shahbaz Bhatti. A Militia Sanctae Mariae também não o esqueceu. No nosso
coração está ele e todos os que pelo mundo sabem merecer o martírio.
Foi por isso, e sob a proteção de Shahbaz Bhatti, que nasceu em
Portugal o “Círculo Shahbaz Bhatti”.
Que este santo nos abençoe e nos dê força para o imitar a “alargar cá em baixo as fronteiras do reino de Deus”.
Carlos Aguiar Gomes
Fonte: Círculo “Shahbaz Bhatti” - Mártir de fé do séc. XXI
Facebook: https://www.facebook.com/CirculoShahbazBhatti
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